Muitos elogios, poucos anúncios e a promessa de mais duas reuniões ainda este ano. Assim terminou nesta sexta-feira (25) a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington, a primeira visita do líder chinês à capital americana como chefe de Estado desde 2015 e o terceiro encontro bilateral entre os dois.
“Acho que fizemos avanços enormes. Foi muito positivo para ambos os países”, resumiu Trump. Pela rede Truth Social, o americano confirmou os próximos compromissos. Os dois voltam a se ver em novembro, na China, durante a cúpula da Apec, marcada para os dias 18 e 19 em Shenzhen, e em dezembro, na reunião do G20 em Miami.
Trégua comercial prorrogada
O resultado mais concreto veio logo no início da visita. Estados Unidos e China concordaram em estender até 10 de janeiro a trégua na guerra tarifária, o que abre espaço para negociações que podem se arrastar por meses. Trump também prometeu “boas notícias” para os agricultores americanos, sinal de que Pequim pode ampliar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Para o Brasil, o tema merece atenção. A China é o principal destino da soja brasileira, e qualquer aumento das compras de grãos americanos mexe com a disputa por esse mercado.

Irã, Taiwan e inteligência artificial
A guerra contra o Irã esteve na mesa. A China é a maior compradora do petróleo iraniano, hoje sob bloqueio americano no Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal Xinhua, Xi pediu que Washington e Teerã resolvam o conflito pela negociação o mais rápido possível e recomendou prudência em relação à independência de Taiwan.
Os dois líderes também falaram sobre inteligência artificial, área em que lideram a corrida global. Xi defendeu que o desenvolvimento da tecnologia permaneça sob controle humano. Trump disse que as decisões tomadas agora podem garantir paz e prosperidade por décadas, mas nenhum dos dois anunciou restrições à pesquisa.
Chá na Casa Branca e visita ao Arquivo Nacional
A despedida teve tom cordial. Trump e Melania receberam Xi e a primeira-dama Peng Liyuan para um chá na Casa Branca e depois os levaram ao Museu do Arquivo Nacional para ver a Declaração de Independência e a Constituição, no ano em que os Estados Unidos celebram 250 anos. “Isto tem 250 anos e o deles tem 6.000”, brincou o americano, em referência à história milenar chinesa.
Com informações da Folha de Londrina.